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Ministério Público federal denuncia 14 por garimpo ilegal em Pontes e Lacerda

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O Ministério Público Federal em Cáceres denunciou 14 pessoas por exploração ilegal de ouro, na região do município de Pontes e Lacerda (MT), dentro da Terra Indígena Sararé, da etnia Nambikwara.

O garimpo clandestino foi identificado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e desativado pela atuação da Polícia Militar, em outubro de 2012. De acordo com o procurador da República Thales Fernando Lima, o garimpo funcionava sem autorização, permissão ou licença de órgão competente, explorando e usurpando matéria-prima pertencente à União, além de causar degradação ambiental.

Em ofício encaminhado pela à Polícia Federal, a Funai demonstrou preocupação com a possibilidade da Terra Indígena Sararé voltar a ser palco de invasões, como as que ocorreram na década de 1990, quando foi registrada a presença de cerca de oito mil garimpeiros em dez locais de garimpo, com uma extração médica de dez quilos de ouro por dia, provocando danos ambientais e sociais à comunidade indígena.

Na denúncia proposta perante à subseção da Justiça Federal, o Ministério Público Federal em Cáceres pediu a condenação dos 14 envolvidos nos crimes de formação de quadrilha (artigo 288, Código Penal), destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente (artigo 38, Lei 9.605/98), executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização, permissão, concessão ou licença (artigo 55, Lei 9.605/98) explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal (artigo 2º, Lei 8.176/91).

Relação dos denunciados: 
1) Antônio Pereira dos Santos

2) Benedito Carvalho da Silva

3) Edésio Oliveira Silva

4) Edmilson Rodrigues

5) Francisco da Cruz Santos
6) Francisco das Chagas Rodrigues
7) Francisco Macedo
8) Israel Juvêncio da Silva
9) João de Deus Messias de Souza

10) João Luiz de Lima Monteiro

11) Juvenal da Silva

12) Manoel Martins Moura

13) Nivaldo Costa Martins

14) Valdeci Leite da Silva

O que diz a Legislação:

Código Penal
Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes.

Pena – reclusão, de um a três anos.

Lei nº 9.605/98.

Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção:

Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

Art. 55. Executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida:

Pena – detenção, de seis meses a um ano, e multa.

Lei nº 8.176/ 91
Define crimes contra a ordem econômica e cria o Sistema de Estoques de Combustíveis.

Art. 2° Constitui crime contra o patrimônio, na modalidade de usurpacão, produzir bens ou explorar matéria-prima pertencentes à União, sem autorização legal ou em desacordo com as obrigações impostas pelo título autorizativo.

Pena: detenção, de um a cinco anos e multa.

 
fonte: Jornal Oeste
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União Européia proibirá três pesticidas mortais para abelhas

Abelhas "morrem" em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha

Abelhas “morrem” em frente à sede da Bayer em Colônia, na Alemanha

Três inseticidas mortais para as abelhas serão proibidos na União Europeia (UE) durante dois anos a partir de julho, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia após uma votação que evidenciou as fortes pressões da indústria e dos “lobbies” agrícolas.

Quinze países, entre eles a França e a Alemanha, votaram a favor da proposta de proibição apresentada pela Comissão Europeia. Oito países, entre eles Reino Unido, Itália e Hungria, votaram contra e quatro, entre eles a Irlanda, se abstiveram.

Concretamente a Comissão Europeia suspenderá durante dois anos a utilização de três neonicotinoides – clotianidina, imidacloprid e tiametoxam -, presentes em pesticidas fabricados em quatro tipos de cultivos: de milho, canola, girassol e algodão.

Para apresentar sua proposta, a Comissão Europeia se baseou em um relatório negativo da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).

“As abelhas são vitais para o nosso ecossistema e devemos protegê-las, sobretudo porque dão uma contribuição anual de 22 bilhões de euros à agricultura europeia”, declarou o comissário europeu encarregado, Tonio Borg.

As abelhas desempenham um importante papel na produção de alimentos para as pessoas, pois polinizam mais que dois terços das 100 mais importantes espécies de cultivos e executam gratuitamente um trabalho avaliado em dezenas de bilhões de euros.

Segundo agências agrícolas, elas são responsáveis por cerca de 80% da polinização feita por insetos. Sem as abelhas, muitas espécies de plantas e animais desapareceriam e os fazendeiros teriam que fertilizar seus cultivos manualmente.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), um terço da comida que nós ingerimos depende da polinização das abelhas.

Apesar disso, o número das abelhas despencou nos últimos 15 anos devido a um preocupante fenômeno denominado Desordem do Colapso das Colônias (DCC).

A misteriosa praga, com frequência caracterizada pela perda rápida de abelhas operárias adultas, tem sido atribuída a causas diversas, como uso de pesticidas agrícolas, perda do habitat selvagem, vírus e fungos, ácaros, ou uma combinação de fatores.

A desordem tem matado cerca de 30% das abelhas anualmente desde 2007.

Os grandes produtores agrícolas e as multinacionais químicas e agroalimentares tentaram bloquear esta decisão. A Copa-Cogeca, união dos grandes sindicatos agrícolas europeus, pediu o adiamento desta proibição para 2014 e insistiu nas grandes perdas financeiras e sociais que acarretará, de 2,8 bilhões de euros em perdas e o perigo de que acabem com 50.000 empregos.

As principais empresas que fabricam esses pesticidas, a alemã Bayer e a suíça Syngenta, – principalmente sob a marca Cruiser OSR -, multiplicaram as pressões para bloquear ou pelo menos limitar as consequências desta proibição.

Os defensores da medida receberam positivamente a decisão desta segunda-feira.

“A proibição de pesticidas suprime uma ameaça para as abelhas e responde a uma campanha apoiada por 2,6 milhões de pessoas”, declarou Ian Keith, da organização Avaaz, que desfraldou um painel com uma abelha gigante em frente à sede da Comissão, em Bruxelas.

A rede PAN Europe (Pesticide Action Network) pediu à Comissão que vá além e proíba os pesticidas durante dez anos, e não apenas dois.

csg/aje/fw/esb/ahg/dm

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Caatinga e Cerrado: Patrimônio Nacional Já! – Votação e Aprovação da PEC 504/10

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Caatinga e Cerrado: Patrimônio Nacional Já! – Votação e Aprovação da PEC 504/10.

Na Constituição Brasileira a Caatinga e o Cerrado são dois biomas que não são reconhecidos como Patrimônio Nacional. O que significa que 1/3 do nosso território e da biodiversidade associada estão esquecidos.

Os dois biomas juntos englobam 14 estados, 1.927 municípios (34% dos municípios brasileiros) e o Distrito Federal e abrigam 30% da população do país.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e foi reconhecido como uma das 37 grandes regiões naturais do planeta, ao lado da Amazônia e do Pantanal; é o terceiro bioma mais degradado, depois da Mata Atlântica e do Cerrado: 45% de sua área foi desmatada; possui alto grau de endemismos (cerca de 1/3 de suas plantas e 15% de seus animais são espécies exclusivas). Essa riqueza biológica não pode ser encontrada em nenhuma outra parte do mundo. A biodiversidade da Caatinga ampara múltiplas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris, industriais, farmacêuticos, cosméticos, químicos e de alimentos.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, é considerado um dos hotspots da biodiversidade (área prioritária para a conservação do planeta) e um dos biomas mais ameaçados do globo; possui as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo: Aquíferos Guarani, Bambuí e Urucaia que abastecem as principais bacias hidrográficas do país: é a caixa d’água do Brasil.

O mascote da Copa do Mundo 2014, o tatu bola (Tolypeutes tricinctus), que representará a rica biodiversidade brasileira nesse evento mundial, ocorre exclusivamente na Caatinga e no Cerrado, biomas que, ironicamente, não são reconhecidos como patrimônio nacional.

Precisamos corrigir o equívoco da Constituição Federal de 1988, pois tem consequências para o país, para a sua integridade biológica e territorial, para a sua imagem mundial e responsabilidade com a biodiversidade e com as populações que eles abrigam. Como seria o mapa do Brasil sem esse dois biomas? Assim está o nosso país segundo art. 225 §4° da Constituição Federal: secionado e com um imenso vazio central.

Histórico da PEC

A Proposta de Emenda Constitucional para elevar o Cerrado a Patrimônio Nacional é a PEC 115/95 que esse ano completaria 18 anos. Com a inclusão da Caatinga na proposta em 2010, ela passou para PEC 504/2010.

O Senado já aprovou o texto da PEC 504/2010, publicado no Diário da Câmara dos Deputados de 04 de Agosto de 2010.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados também já se posicionaram de forma favorável à admissibilidade da proposta.

Agora falta a Câmara dos Deputados priorizar a votação da PEC 504/10 e aprová-la, visto que o texto proposto pela própria casa não sofreu alteração no senado.

Teor da Proposta de Emenda:

O §4° do art. 225 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art.225…………………………………………………………………..
§4° A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica,
a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense,
o Cerrado, a Caatinga e a Zona Costeira são
Patrimônio Nacional, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente e
a melhoria da qualidade de vida da população.
………………………………………………………………………..”(NR)

http://www.avaaz.org/po/petition/Caatinga_e_Cerrado_Patrimonio_Nacional_Ja_Votacao_e_Aprovacao_da_PEC_50410/?tbPRidb

II SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS DE CÁCERES

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Desde 15 de abril, Cáceres sedia a 2ª edição da Semana dos povos indígenas, com uma vasta programação que se estende até o dia 19 de abril, o evento tem como objetivo ressaltar a importância das populações indígenas da região, abordando sua cultura, vida e história .

Confira a Programação

II Semana dos Povos Indígena de Cáceres

15/04 – Abertura 

Horário: 19:00h

Local: Museu Histórico Municipal

 Apresentação Cultural

Composição de Mesa de Autoridades

  • Prefeitura Municipal de Cáceres – Francis Mari Cruz
  • Prefeitura Municipal de Porto Esperidião – Jose Roberto
  • Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer de Cáceres – Nelcy Eliete Longh
  • Câmara Municipal de Cáceres – Vereador  Alvasir Alencar
  • Biblioteca Municipal – Divina Dos Santos
  • Divisão do Museu – Profa. Sonia Maria de Campos
  • Arquivo Público Municipal – Ordilete
  • Coordenadora de Eventos do CINE XIN –Elaine Pires Cintra
  • Sociedade Fé e Vida – Neuzo Antonio de Oliveira
  • Faculdade Intercultural Indígena – UNEMAT – Wellington Quintino Pedrosa
  • Colégio Imaculada Conceição: Ir. Leila

 Horário: 19:30h

Palestra: Políticas Públicas Indígenas – Chiquitano no Município de Porto Esperidião

Palestrante: José Roberto de Oliveira Rodrigues

Coordenação de mesa: Juraci Messias

17 e 18/04: Contação de Mitos Indígenas

Horário: 08h às 11h e das 14h às 17h

Local: Biblioteca Pública Municipal

18 /04: Conferência: Museu e Diversidade

Horário: 19:00h

Local: Câmara Municipal

Prof Dr. Aloir Paccini – UFMT e Profa. Tereza Marta – UFMT

Coordenação de mesa: Profa. Sonia Maria de Campos

19/04: Educação Escolar Indígena

Horário: 19:00h

Local: Câmara Municipal

Prof. Wellington Quintino Pedrosa – Faculdade Intercultural Indígena – UNEMAT

Profa. Maria Elizabeth – CEFAPRO/Cáceres-MT

Coordenação de mesa: Profa. Marilza Garcia Gomes

Horário: 20:30h – Formação Territorial do Povo Chiquitano

Prof. Dr João Ivo Puhl – UNEMAT e Prof Dr. Aloir Paccini – UFMT

Prof. José Eduardo Moreira da Costa – FUNAI – MT

Fernandes Muquissai – Cacique da Aldeia Vila Nova Barbecho

Coordenação de mesa: Profa. MsC Claudia de Pinho

01 a 30/04 – Visita ao Museu Histórico  Municipal

Horários: 08:00 às 11:00h – 13:30h das 17:00h

16 e17/04 – Exibição de filmes de Vídeos Índios Brasil

Horário: 14h

Local: CINE XIN

15 a 19/04 – Exposição itinerante no Colégio Imaculada Conceição.

Horário:13:00h das 17:00h

por: Afro_dite

15 DE ABRIL – DIA NACIONAL DA CONSERVAÇÃO DO SOLO

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No dia em que se comemora O dia nacional da conservação do solo, a Organização Coletiva Ambiental tem a honra de homenagear uma protagonista na defesa e promoção da conservação do solo, através da adoção de práticas e manejo ecologicamente corretos que garantem a vida do ecossistema começando pela terra que o sustenta.

Pioneira da agroecologia no país, Ana Primavesi ensina há mais de 60 anos que é possível aliar a produção de alimentos à conservação do meio ambiente.

Formada em Ciências Agrárias pela Universidade Rural de Viena, Áustria e com Ph.D. em Nutrição Vegetal, Ana Primavesi dá cursos, profere conferências e é consultora sobre agroecologia e correto manejo da terra. Com oito livros publicados, dezenas de artigos científicos e larga experiência, expressa com precisão seu ponto de vista sobre a presente situação planetária e as condições para a sobrevivência da espécie humana.

Desde o início, ela manteve uma relação de intimidade com a terra. Talvez faça parte da herança da família de agricultores, no vilarejo de St.Georgen Ob Judenburg, no sul da Áustria. E foi na capital daquele país, Viena, que ela cursou Agronomia e casou-se com um colega de profissão. Mas a forte ligação com a natureza fez a agrônoma Ana Maria Primavesi ir na contramão das técnicas estabelecidas e procurar sempre se guiar pelos sinais que o solo oferece. Na sua forma de diagnosticá-lo, estão inclusas as práticas de cheirar a terra para saber se a matéria orgânica foi enterrada profundamente e sentir entre as mãos sua textura como indicativo do equilíbrio de nutrientes.

Por mais de 60 anos, a maior parte deles no Brasil, ela se aperfeiçoa numa agronomia que, no seu modo de ver, ‘não compete com as leis da natureza’. A doutora Ana Primavesi que preferiu excluir o Maria de seu nome por uma recomendação da numerologia, pois ‘não dava um número bom’, é considerada uma das pioneiras da agroecologia no país, ciência que leva em conta o restabelecimento ou a conservação do solo permeável protegido por uma vegetação diversificada. Numa tradução simplificada, significa extrair dos recursos naturais as condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Recomenda-se uma revisão de conceitos a quem se apressa em classificar essa forma de trabalho como alternativa. Essa senhora de 83 anos é responsável pela formação de três gerações de profissionais das ciências agrárias, cujo princípio básico é adequar à produção agrícola ao respeito de cada agroecossistema. Difícil de entender? Ana retoma sua própria história. ‘Vivi uma época em que a agricultura química praticamente não existia’, esclarece.

Ela se refere à fazenda dos pais e de tantos outros camponeses que tocavam seus plantios antes da Revolução Verde, uma campanha iniciada nos Estados Unidos, durante a década de 60, que implantou a mecanização e o uso de defensivos nas plantações. O enfoque da Universidade Rural de Viena, onde se formou nos anos 40, era o mais próximo possível do que ela apregoa até hoje: garantir às gerações futuras o alimento e a conservação do meio ambiente.

No seu modo de entender, os métodos de cultivo da terra em 1945 eram mais avançados se comparados aos dos dias de hoje, porque os homens não tinham optado pela monocultura. ‘O plantio único nos trouxe uma avalanche de doenças aplacadas por agrotóxicos’, afirma. E Ana Primavesi aproveita para dar uma aula. ‘O adubo químico é basicamente formado por três elementos e a planta necessita de 45’, diz. Suas comparações nem de longe evocam uma espécie de saudosismo. Ela as utiliza como dados valiosos nas palestras que costuma proferir, atendendo a convites, em países da América Latina e Europa.

Veja o vídeo de homenagem a Ana Primavesi: http://www.youtube.com/watch?v=Ccz7d7VsaMw

PEDALADA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

PEDALADA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES EM CÁCERES

A Comissão Permanente de Mulheres de Cáceres juntamente com os/as parceiros/as realizará no próximo dia 23 de março, a partir das 7 h. com concentração na Praça Barão Iª PRIMEIRA PEDALADA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES.

Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. A maioria das vítimas é morta por parentes, maridos, namorados, ex-companheiros ou homens que foram rejeitados por elas.

Infelizmente a violência doméstica é um fato real e não virtual e queremos cada vez mais chamar atenção de nossas autoridades para que efetivem políticas que combatam a violência.

De acordo com Lucia de Lourdes Gonçalves da Coordenação do evento, uma das pautas centrais deste ano será a efetivação de uma CASA ABRIGO em nossa cidade, não podemos mais admitir que nossa cidade não disponha de um espaço de proteção ás mulheres que denunciam e não podem mais voltar para o seu lar; não queremos pactuar com a omissão de nossos governos, vamos fazer nossa parte, vamos reafirmar nossa reivindicação até que ela se torne realidade!!!!

Foi criado como instrumento mobilizador um abaixo assinado pela implantação de uma Casa Abrigo em Cáceres-MT; Casa esta que servirá para abrigar temporariamente mulheres e seus/suas filhos/filhas quando vítimas de violência doméstica.

Lucia afirma que esta luta será permanente até que tenhamos a confirmação do cadastro do projeto da prefeitura no Sistema de Convênios do Governo Federal através da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Já entregamos o primeiro lote do abaixo assinado com mais de MIL assinaturas nas mãos da Vice-Prefeita e da Secretária Municipal de Assistência Social, no dia 08 de março em audiência na prefeitura

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Prepare sua bicicleta e venha para a luta você também!

 

Por: @fro_dite

Fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos causam a saúde da população e revelam a fragilidade das agências sanitárias e da biossegurança em várias partes do mundo responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.

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Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e  de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem  provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes.

O  transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida  Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios  plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida  mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão  foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e  alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em  lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.
O  estudo foi realizado ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório, nos quais  foram avaliados mais de 100 parâmetros. Eles foram alimentados de três maneiras  distintas: apenas com milho NK603, com milho NK603 tratado com Roundup e com  milho não modificado geneticamente tratado com Roundup. As doses de milho  transgênico (a partir de 11%) e de glifosato (0,1 ppb na água) utilizadas na  dieta dos animais foram equivalentes àquelas a que está exposta a população  norte-americana em sua alimentação cotidiana.
Os  resultados revelam uma mortalidade mais alta e frequente quando se consome esses  dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As  fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de  problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves  deficiências crônicas hepato-renais.
O  estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade  de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes  revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food  and Chemical Toxicology.
Segundo  reportagem da AFP,  Séralini afirmou que “O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano  antes do rato indicador (que não se alimentou com OGM), enquanto a primeira  fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos  mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista. Os tumores  aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na  pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem,  em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
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O  artigo da Food  and Chemical Toxicology mostra imagens de ratos com tumores maiores do  que bolas de pingue-pongue. As fotos também podem ser vistas em algumas das  reportagens citadas ao final deste texto.
Séralini  também explicou à AFP que “Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à  quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época  em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários  do que é normal”.
De  acordo com Séralini, os efeitos do milho NK603 só haviam sido analisados até  agora em períodos de até três meses. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica  Nacional de Biossegurança) autoriza o plantio, a comercialização e o consumo de  produtos transgênicos com base em estudos de curto prazo, apresentados pelas  próprias empresas demandantes do registro.
O  pesquisador informou ainda que esta é a primeira vez que o herbicida Roundup foi  analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus  coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
Um  dado importante sobre esse estudo é que os pesquisadores trabalharam quase que  na clandestinidade. Temendo a reação das empresas multinacionais sementeiras,  suas mensagens eram criptografadas e não se falava ao telefone sobre o assunto.  As sementes de milho, que são patenteadas, foram adquiridas através de uma  escola agrícola canadense, plantadas, e o milho colhido foi então “importado” pelo porto francês de Le Havre para a fabricação dos croquetes que seriam  servidos aos ratos.
A  história e os resultados desse experimento foram descritos em um livro, de  autoria do próprio Séralini, que será publicado na França em 26 de setembro sob  o título “Tous  Cobayes !” (Todos Cobaias!). Simultaneamente, será lançado um  documentário, adaptado a partir do livro e dirigido por Jean-Paul Jaud.
Esse  estudo coloca um fim à dúvida sobre os riscos que os alimentos transgênicos  representam para a saúde da população e revela, de forma chocante, a frouxidão  das agências sanitárias e de biossegurança em várias partes do mundo  responsáveis pela avaliação e autorização desses produtos.
Com  informações de:
EXCLUSIF.  Oui, les OGM sont des poisons ! – Le Novel Observateur,  19/09/2012.
AFP,  19/09/2012.
Referência  do artigo:
“Long  term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified  maize”. Food  and Chemical Toxicology, Séralini G.E. et al. 2012.
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POR  UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE  DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS
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Número  601 – 20 de setembro de 2012
Assista  ao documentário da pesquisa: